segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

REGISTRO URUCUNGO



Estamos nos encontrando no projeto rEGISTRO gERAL desde novembro, sempre as quintas e sextas-feiras e muitas coisas já aconteceram. Assim que começamos ficou claro o quanto seria de nossa responsabilidade individual e o quanto seria responsabilidade coletiva.
Ficou decidido que cada participante solista tinha que aplicar uma aula por semana, já se foram três meses, porém só começamos a contar como parte da execução do projeto a partir do mês de Dezembro de 2009, quando começamos a realizar aulas práticas.

Quero falar um pouco de cada solo do meu ponto de vista a partir das explicações e ações que foi exposta pelos seus respectivos solistas.

Uma das primeiras aulas foi de consciência corporal quem realizou de foi Jorge Schutze. O solo dele tem o nome de CAIO, pelo que entendi é um solo que trata do Homossexualismo, porém quando vi uma das apresentações dele achei de uma coragem, pois retirar tudo do corpo e doa para as pessoas sua personalidade crua é de uma extrema coragem, estou curtindo ver o trabalho dele.

Como ficou sob responsabilidade de cada pessoa aplicar uma aula, teve também à aula de Mary Vaz onde ela pediu para trazermos um objeto que iríamos usar em nosso solo e foi uma aula interessante, pois foi quando cada pessoa mostrou um pouco de sua performance. Mary na verdade se chama Maria é que ela não gosta de ser chamada assim, ela prefere Mary, o solo dela se chama INSTANTÂNEO INTEGRAL, eu ainda não assiste toda a apresentação dela, mas vi o blog e algumas partes eu a vi realizar no local do ensaio e ela recitou um poema que eu achei muito interessante e achei de uma força muito grande, também segundo ela faz 4 anos que pesquisa o seu solo.

Outra pessoa que estou gostando de vê o desenvolvimento de seu trabalho é a Charlene Sad, o solo dela se chama FALSA MAGRELA, ela expõe as próprias angustia na cara de pau, uma angustia de ter problemas com seu corpo, anorexia acho que esse o nome, porém deveria de chamar insistência, pois da ultima vês que a vi apresentando-se percebi como ela é insistente, gosto muito de seu trabalho e das coisas que ela fala.

A ultima aula foi realizado pelo Jailton, ele realizou uma aula de dança afro, foi bastante boa, pois nunca mais tinha ido a uma aula tão pesada. O solo dele se chama LEMBRANÇAS DA PELE, é sobre as memórias que seu corpo carrega, no movimento, na vida, já tive oportunidade de dançar com ele na Bahia e foi um momento inesquecível pelo menos para mim, vi um pouco o seu trabalho e confesso que achei muito difícil de não gostar, fico feliz dele ter encontrado um caminho depois que fomos para Bahia, muito bom seu trabalho e também muito boa suas aulas.

Agora vem o mais difícil que é falar sobre meu trabalho, URUCUNGO, eu primeiro quero dizer que fico feliz por estar na companhia limitada, pois eles me revelam quem sou, quando começo a me apresentar, me revelam por onde posso ir. Em minha pesquisa vejo que é a mais confusa de todas que falei, pois às vezes parece sem rumo, sem foco, sem concentração.

Quando na aula de Mary ela me pediu para trazer algo que eu iria colocar na performance levei uma máscara de tortura, fiz minha apresentação e os questionamentos do grupo me fizeram pensar sobre a máscara, sobre o que ela representava e como ela é forte em cena.

No ultimo encontro foi o mais difícil para mim, pois eu tinha negligenciado minha pesquisa, não lembro quando eu fui pesquisar e quis colocar tudo de uma vez para fora. Na minha cabeça estava claro que seria um ritual, porém não sabia que seria tão difícil realizar o que queria, então levei tudo e simplesmente mostrei claro que com muito medo, me senti inseguro na hora da apresentação.

Eu não sentia meu corpo e não sei o que aconteceu comigo, o pessoal me deu uma sacolejada, uns bons tapas na cara, todos falaram tudo o que achavam e eu não conseguia nem responder, foi um dia terrível e maravilhoso ao mesmo tempo, foi para casa pensando que realmente era melhor deixar a pesquisa, me senti um nada e não consegui dormir, no outro dia parecia que tinha sido atropelado por um trator.

Resolvi depois de tanta angústia tomar meu corpo de volta e tomei as tapas na cara como conselhos, uma palavra que a Charlene disse para mim que foi Calma, ela perguntou onde está seu corpo? E isso ficou ressonando na minha mente como uma musica, como um berimbau bem afinado.

No outro dia fiz um experimento apenas com meu berimbau e mostrei a todos e entendi uma coisa se estivesse só provavelmente não teria continuado, provavelmente teria procurado outra coisa para fazer.

Ontem fiz uma coisa que até agora estou pensando, fui até o local onde realizamos os ensaios, levei minha câmera deixei ligada e fiz tudo só que por parte, quando fui ver me deparei comigo fazendo as coisas mais absurdas e foi onde eu não conseguia ver um movimento no meu corpo, parecia que estava amarrado.

Apesar de tudo, algumas coisas surgiram e irei colocar na apresentação de quinta-feira dia 28 de Janeiro de 2010.
postarei assim que tiver mais coisas...
Denis